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Avatar de Thaise

Eu queria entender a razão das pessoas continuarem nessas redes. É ruim, vicia, faz mal à democracia, os donos são bilionazis, é perigoso pra saúde mental, mas por alguma razão as pessoas não saem de lá. Ficam discutindo com robozinho de extrema direita como se fosse real, rsrs! Esses bilionazis descobriram uma forma super eficiente de dominar todo mundo.

"Ain, mas tem gente que trabalha lá", ok, mas não é pra quem trabalha, é todo mundo mesmo. Parecem que se esqueceram que ninguém precisa de rede social nenhuma pra se comunicar.

A Meta já foi denunciada por atrair propositalmente adolescentes para sua plataforma. É loucura, mas ter crianças e adolescentes lá funciona muito bem pra vender e dar pico.

Avatar de Marilia Coutinho

Enquanto isso, movido por um sionismo militante e babante, a caça aos palestinos e pró-palestinos é super eficiente nas redes do Meta. Meu amigo Khaled está - de novo neste ano que nem na metade está - com a conta restrita.

Fact checking nunca funcionou e foi transformado em arma contra - de novo - os palestinos e a esquerda que se diferenciou dos liberais. Tem escândalo de empresa de fact checking com o partido democrata e o NYT. Enfim, fact checking também perdeu a credibilidade.

O que eu vejo agora é, na esquerda, todo mundo se espalhando pelas alternativas ao Meta e Google, o que vai só atrapalhar a articulação. Alguns na esquerda jovem estadunidense estão indo para o Discord, que eu destesto. Como você diz, o tema do espaço público para comunicação social e o papel das big techs na privatização dele está sendo ignorado. Você mostra o alto preço da desregulamentação absoluta no bem estar das crianças. Um dos meus amigos aqui é profissional de informática e, por conta disso e também da qualidade da educação em estados super conservadores como Oklahoma, manteve os dois filhos em homeschooling, e sem acesso a redes sociais. Tem mais gente (progressista, racional, do bem) fazendo isso aqui, gerando pequenos núcleos de amigos e conhecidos se juntando para fazer o que o Estado não faz: educar os filhos e protegê-los das big techs (distópico, né?). Fico pensando que essa questão foi considerada secundária por tantos anos que talvez agora esteja meio tarde.

Você tem alguma sugestão de ação coletiva?

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