4 Comentários
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Avatar de Lucas Soares

Para a nossa elite muito interessa o subdesenvolvimento, pois é benéfico para ela. Sempre foi. É na condição de subdesenvolvidos que ela consegue manter o status quo.

Avatar de Antônio Augusto

Socialmente, quanto ao consumo, faz enorme diferença privar um trabalhador de pão comparado a um abonado se abster de vinho. Na lógica da produção, reprodução capitalista, isso faz insignificante diferença. A lógica da (re)produção capitalista se apoia na expropriação do trabalho em base gigantesca, trabalho expropriado transformado em acúmulo de capital sempre crescente. - o capital é uma relação social. O problema do capital é sua intrínseca reprodução de desigualdades, sua automática concentração crescente de renda: o trabalho morto crescente acumulado como capital a vampirizar cada vez mais o trabalho vivo - cada vez mais indefeso nesta lógica automática e espontânea do próprio sistema econômico capitalista. Isso sem falar do custo ecológico suicida para a humanidade. Só há um caminho para deter e inverter o jogo neste sistema social desumano, a consciente intervenção humana: a luta de classes contra o capital, privilegiando a luta política democrática rumo ao socialismo, e também se travando as lutas econômicas, a luta ideológica contra a dominação do capital., a defesa da garantia da ecologia e da vida no planeta. Para isso, necessário contar com os atores que, por excelência, estão à frente desse conjunto de lutas, os partidos políticos populares - fortalecê-los ou, no limite (o que parece o caso brasileiro), recriá-los para cumprir o que se espera deles. "Socialismo ou barbárie", como disseram Engels e Rosa Luxemburgo.

Avatar de Jordana Munis

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Avatar de Renata Lins

sou a primeira a dizer q Celso Furtado está na ordem do dia e precisa ser lido. Mas o motivo disso é, primeiro, seu programa de pesquisa e de trabalho, e segundo (não em ordem de importância), suas observações sobre a realidade e o Brasil.

no entanto, na parte teórica, Furtado se vincula demais à escola ortodoxa e de menos à keynesiana. toda essa conversa de que precisa tirar de um lado para botar no outro só faz sentido se vc estiver permanentemente fazendo pleno uso dos recuros produtivos, o que, evidentemente, não é verdadeiro. mas é verdadeiro na lógica ortodoxa em que o "equilíbrio de mercado" nos leva para o "pleno emprego" possível.